Muitas vezes as pessoas tentam proteger as crianças da realidade, mostrando apenas o lado bonito da vida. Acredito que isso seja um dos motivos que tornam a infância tão saudosista, era só diversão (na maioria dos casos). A medida que vamos crescendo e aprendendo que Papai Noel não existe e que ter uma vida boa custa muito caro começamos a nos frustrar. 

Um dos principais responsáveis por popularizar histórias infantis foi Walt Disney. A partir do lançamento do desenho animado A Branca de Neve (1937) surgiram várias readaptações de antigos contos e suas versões originais foram se perdendo no tempo. Fiquei muito feliz quando vi no Catarse (plataforma de financiamento coletivo) o projeto ‘Contos de Fadas – em suas versões originais‘! 

O teor trágico de vários contos me surpreendeu e me encantou ao mesmo tempo. A história da Bela Adormecida por exemplo, foi escrita em 1634 com o nome de ‘Sol, Lua e Talia‘. Essa história contém cenas de estupro, canibalismo e traição. Mas também fala sobre astrologia, amor, carma, destino, e acaba com o seguinte pensamento: “A pessoa que é favorecida pela fortuna tem boa sorte mesmo quando está dormindo”.

Acredito que os contos originais nos fazem refletir muito mais sobre questões importantes da vida do que os readaptados, que em sua maioria focam na questão do príncipe encantado encontrar a princesa. Me pergunto: se as crianças tivessem conhecimento tanto das gentilezas como das brutalidades feitas pelos seres humanos, elas não cresceriam mais preparadas para a vida adulta? 

É muito legal que a editora Wish tenha lançado esse projeto e agora os jovens adultos que cresceram sendo iludidos por romances simplificados possam conhecer a origem das clássicas histórias infantis, e quem sabe até as apresentar para seus filhos. Esse mês foi lançada a campanha de financiamento para o terceiro volume da série ‘Contos de Fadas –  em suas versões originais’, também pelo Catarse, por isso achei uma boa ideia ajudar a divulgar essa bela iniciativa.

catarse.me/contosoriginais 

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