Dois anos ele caminha pela terra.
Sem celular, sem piscina, sem animais de estimação, sem cigarros.
Liberdade definitiva.
Um extremista.
Um viajante estético cuja casa é
A ESTRADA
Libertado de Atlanta.
Tu não deves retornar, porque
“The West is the Best.”
E agora, após dois anos errantes
Vem a última e maior aventura.
O clímax da batalha para matar o falso ser interior
E vitoriosamente concluir a revolução espiritual!
Dez dias e noites de cargas de trem e caminhadas e dificuldades
Trazem-no para o Grande Norte Branco.
Não mais envenenado pela civilização
Ele voa e anda sozinho sobre a terra
Para tornar-se
Na natureza selvagem.

Chris era um jovem estudioso que estava cansado da rotina, dos problemas de família, do conservadorismo, do capitalismo exagerado e do rumo que sua vida estava tomando. Ele terminou a faculdade para agradar os pais e depois partiu em busca da verdade, ele queria ter experiências diferentes e reais, se conectar com sua essência e com a natureza, se sentir vivo.

Assim ele passa dois anos viajando na costa dos Estados Unidos, em total liberdade, sem contato com a família, sem emprego fixo, completamente desapegado de relações humanas e de coisas materiais. Enquanto isso, se prepara para sua aventura final: sobreviver uma temporada sozinho no Alaska se alimentando com o que a natureza tem para oferecer.

Essa é uma história verídica, Chris McCandless realmente existiu e seus relatos em diários foram reconstruídos em um livro escrito por Jon Kraukauer, que depois foi readaptado para o cinema por Sean Penn. Na Natureza Selvagem é um dos meus filmes favoritos por vários motivos: pela história, pela beleza da fotografia e pela sensibilidade da trilha sonora feita pelo Eddie Vedder.

Muitas vezes eu mesma me questionei sobre a farsa do mundo moderno, onde todo mundo se sente obrigado a fazer faculdade, procurar um emprego, casar, ter filhos e fingir que foi feliz. Além disso existe um grande consumo desenfreado que massageia o ego. A vida tem que ser mais do que aparências.

Por isso é muito importante se conhecer e procurar a verdadeira felicidade. Nem sempre é possível escolher onde morar e trabalhar, mas podemos aos poucos fazer escolhas mais conscientes e mais direcionadas para o bem-estar. Eu, por exemplo, descobri que ter um blog para poder compartilhar meus pensamentos e experiências me deixa feliz. Apesar de eu ter um trabalho que não me traz satisfação pessoal, fui buscá-la em outros meios, já que não consegui conciliar tudo o que buscava em uma única atividade: dinheiro, prazer e estabilidade.

Tanto o livro como o filme Na Natureza Selvagem reiteram a importância do auto-conhecimento para uma vida mais plena. E o que mudou para Chris após seu retiro espiritual? Antes ele dizia que o mais importante na vida eram as experiências: “você está errado se acha que a alegria da vida vem das relações humanas”, “´é nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver, na mais ampla plenitude, que o verdadeiro sentido é encontrado”. Mas depois da sua aventura no Alaska, sua principal mensagem é bem simples:

A felicidade só  é real quando compartilhada.

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