O novo filme baseado na história do Rei Arthur estréia nos cinemas essa semana. Eu tive a oportunidade de assistir previamente e já vim contar que o filme tem muita ação do início ao fim e também tem grandes efeitos especiais. Em duas horas de duração, a maioria das cenas são rápidas e com os diálogos bem ágeis. Acho que esse é um estilo bem século XXI, de pessoas com pressa e ansiosas pelo desenrolar da trama.

Existem várias vertentes sobre a lenda do Rei Arthur, como a palavra ‘lenda’ já pressupõe, não há comprovações concretas sobre a existência desse Rei. O filme já começa com muita ação, mostrando a guerra que destronou e matou o pai de Arthur, Uther Pendragon, deixando a coroa para seu tio Vortigern (Jude Law), e como o jovem cresceu no anonimato, criado por prostitutas. Esse triângulo do poder (pai-tio-filho), me faz lembrar de Rei Leão, já que Vortigem é o vilão principal do filme e faz de tudo para matar o herdeiro Arthur.

O Arthur (Charlie Hunnam) por outro lado, é representado como um jovem inteligente e anti-herói que não tem intenção de ser rei. A diferença entre o bem e o mal é constantemente sugestionada, inclusive nas vestimentas, Vortigern veste roupas pretas e Arthur veste roupas claras. O charme do jovem Arthur pode ser hipnotizante para muita gente, esse também é um dos pontos fortes do filme.

O jovem herdeiro cresceu sem saber de suas origens, precisa ser aconselhado e convencido por uma maga aprendiz de Merlin a seguir seu destino. A Maga faz o papel de druída, um sacerdote místico que aconselha, ensina, e possui proximidade com a natureza e os animais. Achei muito interessante colocarem uma mulher nesse papel e sair do senso comum que magos/druidas são sempre homens velhinhos e simpáticos como em o Senhor dos Anéis, Harry Potter, etc.

Historicamente, o filme peca em alguns detalhes. Há cenas com vikings por exemplo, e esses só foram para Inglaterra no século VII, enquanto a lenda se passa no século V. A pólvora também só foi descoberta muito tempo depois, e por isso, não caberia na história. Sem contar o figurino, o qual apresenta roupas bonitas mas elaboradas demais, fora do padrão de vestimentas da Bretanha medieval. Mas isso são detalhes que Hollywood constantemente ignora e acaba repetindo em quase todo filme histórico de ação e aventura.

Quem se interessa mais pela parte histórico cultural pode se decepcionar um pouco, o foco é do filme gira em torno da luta pela coroa e o desenrolar de quem fica com ela. Já as pessoas que se interessam por filmes de ação e fantasia com certeza vão gostar.

 

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