Audrey Hepburn foi uma das maiores atrizes britânicas de todos os tempos. Estrelou grandes filmes como A Princesa e o Plebeu, Bonequinha de Luxo e Charada. Seu jeito delicado e gracioso continua conquistando novos fãs até hoje.

Como devo resumir minha vida? Eu acho que tenho sido particularmente sortuda.

Ela nasceu em Bruxelas em 1929 mas depois a família se mudou para Bélgica, onde Audrey não teve uma infância fácil. Presenciou a Segunda Guerra Mundial, chegou a passar fome e teve experiências muito parecidas com Anne Frank. Quando pediram pra Audrey representar Anne no cinema, ela recusou porque seria muito doloroso reviver aqueles momentos difíceis dos tempos da guerra. Seus pais se identificavam e apoiavam o regime nazista enquanto a Audrey fazia apresentações de dança para juntar dinheiro para a resistência alemã.

Depois da guerra, se mudaram para Amsterdam e depois para Londres, onde Audrey continuou a se dedicar à dança, sonhava em ser uma Prima Bailarina. Infelizmente devido à má nutrição e problemas respiratórios por causa da guerra, seu instrutor disse que ela não teria chances de se tornar uma Prima Bailarina. Com essa trágica notícia, Audrey passou a focar na carreira de atriz. Fez algumas pequenas aparições em filmes e em 1951 foi convidada a participar da peça Gigi. A peça foi um sucesso e a rendeu um prêmio Theatre World Award.

Já com alguma experiência, mas ainda pouco conhecida, em 1953 Audrey foi selecionada para o papel principal de A Princesa e o Plebeu. Os produtores queriam Elizabeth Taylor mas o diretor do filme, William Wyler, gostou muito do teste de Audrey e quis que fosse ela. Com Roman Holiday Audrey ganhou um Academy Award, um Golden Globe Award e um BAFTA Award.

O próximo filme estrelado por Audrey também foi um sucesso: Sabrina, estreou em 1954. Nesse mesmo ano Audrey também retornou aos palcos com a peça Ondine, pela qual ela ganhou um prêmio Tony Award de melhor performance. Depois vieram os filmes Guerra e Paz (1956), Princesa em Paris (1957), Uma Cruz à Beira do Abismo (1959), A Flor Que Não Morreu (1959) e O Passado Não Perdoa (1960).

E em 1961, Bonequinha de Luxo, o que acredito ser o filme mais famoso de sua carreira, principalmente pelo visual do vestido preto com joias da loja Tiffany.  O vestido usado na abertura do filme é considerado um ícone fashion até os dias de hoje. A maioria das mulheres possuem um vestido preto no armário, clássico e elegante. O roteirista Truman Capote queria que Marilyn Monroe fizesse o papel principal do filme, porém a instrutora da Marilyn disse que ela não deveria fazer o papel de ‘moça da noite’. O roteiro acabou sendo adaptado e diferente do livro, não fica tão explícito qual é a real profissão da personagem.

Eu sou introvertida. Fazer a garota extrovertida foi a coisa mais difícil que eu já fiz.

A filmografia da Audrey é extensa, os principais filmes seguintes foram Charada (1963), Minha Bela Dama (1964), Um Clarão nas Trevas (1967) e Um Caminho para Dois (1967).

 

Família

A atriz sempre falou que sonhava em ter muitos filhos. Em 1954 se casou com Mel Ferrer com quem atuou junto no filme Guerra e Paz e em 1960 nasceu Sean Ferrer. Quando Sean estava com 7 anos Hepburn decidiu priorizar a família e passou a atuar mais moderadamente fazendo apenas pequenos papeis. Acabou se divorciando de Mel Ferrer após 14 anos de casamento, mas então ela conheceu seu segundo marido, o psiquiatra Andrea Dotti. Seu desejo era ter mais filhos e parar de atuar. Audrey e Andrea se casaram em 1969 e seu filho Luca Dotti nasceu em 1970. O casamento deles durou 13 anos, acabando em 1982. Antes mesmo do divórcio ambos já estavam saindo com outras pessoas. Desde 1980 e até o fim de sua vida, Audrey manteve um relacionamento com o ator Robert Wolders.

 

Moda

Audrey Hepburn sempre esteve associada com o designer francês Hubert de Givenchy. A amizade deles começou quando ele foi contratado para criar os vestidos que ela usaria no filme Sabrina. Naquele momento ambos estavam em começo de carreira e se tornaram tão amigos que ele passou a vestir Audrey em diversas ocasiões, inclusive em 7 de seus filmes. Ela também usou e ajudou a divulgar o primeiro perfume Givenchy, e o nomeou como executor de sua herança.

 

Filantropia

A primeira missão de Audrey com a UNICEF foi para a Etiópia em 1988, onde visitou um orfanato com 500 crianças que passavam fome. A partir de então, se tornou embaixadora da organização, participou de diversos projetos e doou o lucro integral de seus três últimos trabalhos.

O ‘Terceiro Mundo’ é um termo que eu não gosto muito, porque somos todos um só mundo. Quero que as pessoas saibam que a maior parte da humanidade está sofrendo. 

 

Fim da Vida

Em setembro de 1992 Audrey começou a notar dores abdominais e em novembro foi diagnosticada com um tipo raro de câncer abdominal que já estava em estágio avançado. Em 20 de janeiro de 1993 Audrey faleceu em casa, enquanto dormia.

Prêmios
Academy – A Princesa e o Plebeu (1954)
BAFTA – A Princesa e o Plebeu (1954); Uma Cruz à Beira do Abismo (1960); Charada (1965)
Emmy – Jardins do Mundo (1993)
Golden Globe – A Princesa e o Plebeu (1954)
Grammy – Contos Encantados de Audrey Hepburn (1994)
Screen Actors Guild – Life Achievement Award (1993)
Tony – Ondine (1954)

Cultivar um jardim é acreditar no amanhã.

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