A banda começou nos anos 70 fazendo covers de diversos artistas (David Bowie, Lou Reed, etc) e acabou sendo uma das maiores bandas de metal dos anos 80. Com roupas e maquiagens femininas, eles se inspiraram no estilo glam do New York Dolls, mas além das aparências, faziam músicas imponentes e davam toda sua energia nas performances.

Acabo de ver o documentário “We Are Twisted F**king Sister” (disponível no netflix) que conta sobre o início da banda. Os primeiros anos foram de muito trabalho e perseverança, eles levaram quase dez anos para conseguirem contrato com uma gravadora. Os empresários simplesmente não levavam a banda a sério, não acreditavam na qualidade e no potencial musical, principalmente pelo preconceito das vestimentas femininas e quantidade de palavrões falados nos shows.

Com um bom planejamento e estratégias de marketing eles conseguiram se manter na cena musical de Nova York mesmo sem ter contrato com uma gravadora. Diferentemente da maioria dos músicos da época, os dois líderes do Twisted Sister (Jay Jay French – guitarrista, e Dee Snider – vocalista) não bebiam nem usavam drogas, eram extremamente focados em fazer a banda dar certo. Faziam shows cinco dias por semana, lotavam as casas quase todas as noites, e depois de alguns anos criaram merchandising e até um fã clube chamado ‘Sick Motherfuckers’.

Assim, construíram uma grande base de fãs no leste dos EUA (Nova Iorque, Nova Jersey e Connecticut). Um dos maiores diferenciais da banda era a entrega no palco, o vocalista Dee intimava o público a participar, xingando quem não estivesse pulando e se divertindo. Mesmo no início da banda, os shows entretinham o público por umas quatro horas por noite, faziam competição de bebidas e outras brincadeiras divertidas.

Em 1984 lançaram o álbum ‘Stay Hungry’ pela Atlantic Records e então o sucesso veio com os hits “We’re not gonna take it” e “I Wanna Rock”. Os vídeo clipes dessas músicas rodavam sem parar na MTV, com imagens de garotos que se rebelavam contra os pais e os professores, assim eles cativaram novos fãs. Só que no álbum seguinte, o single “Be Chrool to Your Scuel” teve o clipe banido pela emissora, então os shows começaram a esvaziar, e os fãs antigos não estavam felizes com a sonoridade mais pop do novo álbum.

Infelizmente em 1987 a banda acabou, apenas dois anos depois da grande fama. Em 2001, se reuniram para um show beneficente após os ataques de onze de setembro, e desde então repetiram o reencontro algumas vezes. Dee Snider tem investido na sua carreira solo, já lançou três álbuns e uma nova versão de “We’re not gonna take it”.

 

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